Sai do “mei”, alesado!!!!

 

*Mungangas contadas pelos ouvintes do Programa Munganga no Ar (Rádio Sanhauá – 1280 AM – de 2ª a 6ª, às 17h, ou pelo Face Romye Schneider), Julinho Mariz e Rita Moura.

 

Ir ao cinema é mesmo um despertar de emoções e, em alguns casos, um lugar de mungangas, também.

Nestes dias, meu filho Ian (15), foi ver o filme “O Planeta dos Macacos – A Guerra”, com dois amigos. Os três saíram empolgadíssimos. Tanto que Ian saiu da sala fazendo os trejeitos dos macacos.

Ele sempre pede pra ir ao cinema, mesmo tendo em casa canais de filmes. É inegável o fascínio que aquela tela gigante provoca na gente.

Lembro que a primeira vez que fui ao cinema, foi com mainha pra ver o filme “Coração de Luto”, com Teixeirinha, no Cine Lux, em Pombal. Minino, era um chororô tão grande com a cena da morte da mãe de Teixeirinha, e eu, abestalhada com aquilo tudo; um moi de cadeira; de gente e aquela “televisão” gigante… Eu lá queria chorar. Queria era sentir aquela magia que tomou conta de mim.

Magia também era o que envolvia o ouvinte sousense, Julinho Mariz. Quando ainda menino, na cidade sorriso, era apaixonado por cinema, mas, diferentemente, de mim, chorava até em faroeste. No Cine Gadelha, seus filmes preferidos pra chorar, eram: “Dio Come Ti Amo”; “A Colina do Amor Eterno”; “Ao Mestre, com Carinho”. “Nas cenas finais, o peito explodia de tanta emoção e tome choro. E aí, quando ligavam as luzes, os olhos chega tavam tudo vermelho”.

É! O cinema é mesmo um lugar de emoções e mungangas.

O ano era 1978! Três amigos de Pombal, com idade entre 17 e 19 anos. Estavam na capital, pela primeira vez.  Zé Preto, Zé Corrêa e Bibi de Zé Felipe! Vixe como tem Zé, lá em Pombal.

Alugaram um quitinete, próximo à Lagoa. Dali, foram à praia, andando. Vixe como tem disposição esse povo de Pombal! Todo sacrifício valia a pena pra ver o mar pela primeira vez. Apoi, quando deram um frexeiro e estimbugaram, os três falaram, ao mesmo tempo: vixe, que água salgada!

Enfim, quando saíram da praia, resolveram fazer outra coisa inédita em suas vidas: ir ao cinema. Escolheram o Cine Municipal.

Como o filme já havia começado, os três se avoroçaram e entraram na primeira porta aberta. Não demorou muito pra perceber que era a porta errada. Foram parar na sala de projeção e ficaram tomando a frente da tela e o povo, lá embaixo, gritando: sai do meio, alesado! Danado tão fazendo aí?

Era exatamente o que eles também queriam saber. E, como a sala era pequena, um escuro da bixiga, o projetor encandeando e com a agonia do povo gritando, eles até tentavam sair, só não dava certo. Ficavam em pé, se abaixavam, mas, nada adiantava. Quanto mais eles se buliam, mais ouviam: “mas são alesados, viu!”

Foi quando chegou um “anjo” e apontou a saída. E quem disse que conseguiram assistir ao filme?  Deu foi um ataque de risadagem e, até hoje, sempre que vão ao cinema, certamente, vem na lembrança esta cena do primeiro filme da vida real.

 

15 thoughts on “Sai do “mei”, alesado!!!!

  1. Kkkkkkkk….adorei!…lembrei de mim quando fui a primeira vez ao cinema….Kkkkk.. não sabia por onde entrar e muito menos por onde sair!…Kkkkkk…Bjus no seu coração Romye.

  2. Maravilha! É inevitável não ser tomado por um rizo de uma identificação com tudo isso.
    A Munganga da Eita é igual a minha! Também assistindo Texerinha e uma plateia chorando era um berdadeiroverdadeiro cine Teatro. A plateia participava ativamente… apesar da lanterna do Sr Galdino ouvia-se agora! Coitadim! Aí meu Deus! sem falar no chororô… Lindo texto! Parabéns.

  3. Haaaaa Zé Correia na área desta literalmente dentro. Kkkkkkk. Obrigado amiga por me remeter a esse tempo maravilhoso do descobrimento. Vale aí acrescentar que o filme era com John Travolta e Olivia “tempos da brilhantina” qdo retornamos em pombal foi um sucesso só “viu sua alesada” bjs

  4. Kkkkkkk…. Essa munganga foi das boas! Ri bastante até chorar. Lembro-me desse filme do John Travolta. Nessa época fui ao cinema com meus amigos e meu irmão Oneraldo assistir a essue filme no Cine Karim da 110/111 Sul (Asa Sul) aqui em Brasília. Romye mande outra munganga dessas. Porque além de nos alegrar nos remete a um passado glorioso (da nossa bela juventude). Beijos, do seu primo, Ozenaldo.

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